NIRAM ART NUMERO 9


Uma imagem da evolução universal ideal de ANA VRAJITORU

Imaginemo-nos o mais simple sistema, composto de dois elementos. A relação entre os dois elementos começa por a ação dum deles, que transmite um fluxo de informação- causa ao outro, provocando naquele algum efeito. O secundo elemento ressona ao informação recebida e provoca, el também um fluxo de informação o que envia ao primeiro elemento do sistema e provoca reação dele. Odobleja considera que „não é possivel dizer com certeza qual dos dois precedeu ao outro para generar o circulo vicioso, porque, nesse momento, a sua reciprocidade é perfeita”.
Odobleja imaginou essa relação em forma do círculo vicioso, composto de dois semicírculos e cada um deles representa o canal de comunicação dum ao outro. Mas um circulo significaria falta de evolução, estagnação, bloqueio. A evolução começa quando o primeiro elemento receve o resposta e emite de novo. Desta vez o fluxo informacional se muda, como quantidade, chegando a ser maior. Por isso, o novo semicírculo, o que representa a segunda emissão do primeiro elemento para o segundo, não sobrepõe-se ao primeiro semicírculo, mas desloca-se, traçando um raio  maior, começando um novo trajeto. O novo fluxo de informação, maiorado, determina um aumento da reação do segundo elemento, com o mesmo efeito ao primeiro elemento, de maiorar o fluxo e, em seguida, também o raio do semicírculo.
    Continuando-se desta maneira a comunicação entre os dois elementos, forma-se uma espiral. Se introduzirmos também o fator tempo, incluido em todos relações e imaginarmos a evolução dos dois elementos, vai rezultar uma espiral tridimensional ascendente, com a raia de cada semicírculo maior daquela do semicírculo precedente. Esta espiral cresce até um punto maximo, quando começa a descrescer, conforme a lei de maximum:”em cima dum certo punto, o efeito duma causa é substituido por outro efeito.”
    Depois do punto maximo, a relação reversivel entre os dois elementos enfraquece-se com regularidade, até um punto mínimo. Podemos imaginar esta nova relação como uma espiral diminuanta, em qual o raio do cada semicírculo é menor do que é o raio do semicírculo precedente. Depois deste punto minimo, a espiral começa de novo a crescer, com outra composição, com os eleméntos trocados depois da evolução anterior, mas com alguns traitos conservados.

Desta maneira podemos imaginar a evolução universal ideal dos sistemos, como uma fila infinita de spirais ascendentas, quais, depois de chegar á um punto maximo descem até um punto minimo, crescem de nove, rezultando umas doutras sem fim.
    Se trazemos o contorno dos espirais, obtemos „a coluna do infinito”, a que Brancusi esculpiu, talvez com a ideia da evolução ideal do universo no seu conscio ou sobconscio criador. O nome mesmo da coluna, o de infinito harmoniza-se com a noção de evolução, porque a evolução é também sem limites, assim como o universo.


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